segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

HORTA - DEZ ERVAS AROMÁTICAS


Top 10 ervas aromáticas
Um jardim aromático é o orgulho de qualquer jardineiro que, para além de desfrutar de uma horta verde e vibrante, beneficia ainda dos seus poderes olfactivos e de sabores frescos, a utilizar na cozinha… directamente da terra. Existem dezenas de ervas aromáticas que podem ser cultivadas, algumas mais tradicionais do que outras – estas são das mais populares.
1. Cebolinha
Cebolinho (Allium schoenoprasum)
Perfil: uma planta bolbosa cujas folhas verdes e flores azuladas esféricas têm um sabor picante a alho-porro e são ricas em vitaminas A e C. Delicioso em saladas e temperos, sabe bem ter o cebolinho à mão de semear e de colher.

Cultivo e cuidados: semeada ou envasada, o cultivo do cebolinho requer um solo rico em nutrientes e com elevada exposição solar. Na Primavera limpam-se as folhas em preparação para a nova rebentação e no Verão os cuidados prendem-se com uma rega adequada. No Outono, esta planta pode ser retirada da terra, envasada e colocada numa janela, para continuar a desenvolver, mesmo no Inverno. A colheita deve ser moderada, uma vez que a sua folhagem é frágil e enfraquece facilmente.
2. Coentros 
Coentros (Coriandrum sativum)
Perfil: apresentando-se em forma de arbusto com folhas recortadas e flores brancas delicadas, os coentros caracterizam-se pelas suas sementes picantes, recheadas de óleos essenciais e ácidos orgânicos. No entanto, também a sua folhagem verde é amplamente utilizada na cozinha.

Cultivo e cuidados: semeados preferencialmente em Abril, os coentros requerem uma terra solta e permeável, num local protegido mas solarengo. Durante a fase de crescimento pedem água abundante e a sacha periódica do solo. Depois de florescer em Junho, as sementes necessitam de um período de maturação que se prolonga até ao Outono – nessa altura, colhem-se os coentros antes de espigarem, caso contrário, todas as suas folhas caem
.
3. Erva-cidreira 
Erva-cidreira (Melissa officinalis)
Perfil: no Inverno a erva-cidreira revela-se como um arbusto amplo com folhas esverdeadas e emana um delicioso aroma a limão; no Verão ostenta pequenas flores brancas. Contém fibras com elevado valor nutricional, os óleos essenciais citrolenal e citral, mas também taninos, saponinas e timol, cujas propriedades são anti-sépticas. A erva-cidreira é mais saborosa quando colhida fresca e é amplamente usada em chã, refrescos e sobremesas.

Cultivo e cuidados: o seu cultivo pode ser feito por divisão, necessitando principalmente de um local com muito sol e terra solta. No final do Inverno, a planta requer uma poda quase integral para que possa desenvolver uma nova folhagem.
4. Funcho 
Funcho (Foeniculum vulgare)
Perfil: caracterizado por hastes finas e altas que podem atingir um metro de altura, o funcho revela ainda, sempre no final do Verão, pequenas flores amarelas. As hastes, sementes e flores contêm óleos essenciais bastante condimentados, sendo utilizados em temperos e conservas diversas. A sua semente é ainda ingrediente habitual em pastelaria e, curiosamente, em chás digestivos.

Cultivo e cuidados: quando comparado com outras ervas aromáticas, o funcho apresenta um processo de desenvolvimento bem mais longo e que ascende aos dois anos – no primeiro forma pequenos arbustos que, no ano seguinte, dão lugar às hastes, às flores e respectivas sementes. O funcho deve ser semeado ao ar livre a partir de Abril, num local com solo solto e muito solarengo.
5. Hortelã-pimenta 
Hortelã-pimenta (Mentha piperita)
Perfil: caracterizada como uma planta perene resistente, bonita e muito aromática, a verdade é que existem várias espécies de hortelã-pimenta que emanam agradáveis aromas a manjericão, chocolate e limão, só para dar alguns exemplos. As suas folhas brilhantes e de um verde intenso, contêm óleos essenciais com propriedades terapêuticas, especialmente indicadas para o tratamento de perturbações digestivas, inflamações, espasmos e dores gerais. Na cozinha, é um ingrediente privilegiado em sopas, molhos, sobremesas e várias bebidas, incluindo o chá.

Cultivo e cuidados: a hortelã-pimenta pode ser plantada com ramificações das suas próprias raízes e o seu crescimento veloz requer um canteiro delimitado ou então um vaso. Pouco tolerante em relação ao Inverno, está no seu auge nos meses mais quentes do ano.
6. Manjericão 
Manjericão (Ocimum basilicum)
Perfil: perfumado, saboroso e florido, o manjericão é uma excelente adição a qualquer jardim aromático. Assumindo o formato de um pequeno arbusto, as suas muitas ramificações são cobertas por folhas verdes brilhantes e rijas. Quanto mais jovens forem os rebentos, mais condimentadas são as suas folhas – recheadas de óleos essenciais como o estragol, cânfora e linalol, contém ainda ácidos orgânicos e generosas doses de vitaminas C e A. Utilizado para temperar muitos pratos culinários (a típica salada de tomate com queijo mozarela é um bom exemplo), não deve ser, porém, consumido em excesso devido ao seu alto teor de estragol. 


Cultivo e cuidados: plantado com recurso a sementes, o manjericão exige muito sol, terra nutrida e permeável, de preferência longe dos caracóis e protegida contra a geada, nomeadamente a primaveril. A colheita deve ser sempre feita a partir da zona superior da planta, um gesto que favorece a sua produção. Deve ser replantada de 4 em 4 anos.
7. Orégano 
Orégão (Origanum vulgare)

 Perfil: apresentando-se sobre a forma de arbusto com muitas ramificações, a sua diversidade em termos de espécies resulta numa enorme variedade de plantas que incluem folhas verdes ou douradas, assim como flores brancas e lilases que, arrebentando em Julho, duram até aos meses outonais. A combinação dos óleos essenciais timol e cravacrol e o teor de vitamina C resultam num sabor delicioso que, em forma de flor fresca ou seca, é um dos ingredientes principais nos pratos italianos. 
Cultivo e cuidados: o cultivo do orégão pode ser realizado através de sementes ou divisão, desde que feito num solo solto, protegido e ensolarado. Para garantir o seu florescimento, a poda deve ser feita na Primavera, prolongando-se o seu cultivo até ao Inverno,desde que protegido da geada.
8. Pimenta malagueta
Pimenta malagueta (Capsicum frutescens) 
Perfil: ao contrário do pimento tradicional, a pimenta malagueta quando floresce mantém-se na terra durante vários anos, formando, inclusive, pequenos arbustos. Os seus frutos apresentam-se de vários tamanhos e formatos, sempre vermelhos ou amarelos. Extremamente picante, as suas doses devem ser bem medidas antes de aplicadas em receitas culinárias.


Cultivo e cuidados: as sementes podem ser adquiridas ou então obtidas através de uma vagem madura da planta, que se dá igualmente bem tanto num pedaço de solo como num vaso. No Verão requer um local ao ar livre mas protegido (uma espécie de estufa) e no Inverno deve ser levada para dentro de casa – suporta muito bem o calor e ambientes interiores, mantendo-se verde e produtiva durante todo o ano.
9. Salsa 
Salsa (Petroselinum sativum)
Perfil: reproduzindo-se em formato de arbusto, o cultivo da salsa é, tal como o funcho, uma produção bienal que no primeiro ano origina folha e no segundo, uma flor amarela. Independentemente de a folhagem ser lisa ou frisada o sabor ligeiramente picante da salsa é idêntico em ambas variedades.Contendo sais minerais, vitaminas C e A, a salsa é amplamente utilizada na cozinha mediterrânica, mas não deve ser consumida em excesso devido ao seu alto teor de óleo essencial de apiol. 

Cultivo e cuidados: a sua produção é facilmente conseguida através de semente ou divisão, num terreno solto e solarengo; e subsiste tanto no Verão como no Inverno (desde que resguardada do frio ou então envasada e levada para os peitoris interiores das janelas). Quanto mais intenso for o cultivo, mais fresca se mantém a planta. Uma vez florescida, dá-se a maturação das sementes e, no final, a morte da planta – por este motivo, deve-se alterar constantemente o local de cultivo da salsa.
10. Tomilho 
Tomilho (Thymus espécies)
Perfil: crescendo para formar pequenos e resistentes arbustos, existem diversas variedades do tomilho que cresce abundantemente, mesmo nos espaços mais reduzidos. Com um sabor e aroma irresistível – graças aos óleos essenciais de timol e carvacrol – é ingrediente estrela na culinária mediterrânica.
Cultivo e cuidados: plantado com recurso a sementes ou simplesmente envasado, o tomilho é um amante do calor e cresce ostensivamente. Florescendo a partir de Maio, altura em que apresenta pequenas flores azuis, pode ser aproveitado logo nesta fase, uma vez que é quando apresenta o melhor paladar. Subsiste também nos meses mais frios do ano desde que coberto com uma proteção ventilada.

Fonte de pesquisa:Meu Jardim.

COMO PLANTAR UM JARDIM DE FLORES

Quem adora jardinagem, adora um belo jardim de flores – principalmente se for o seu! Quer seja um principiante ou simplesmente pretende retomar a jardinagem depois de uma ausência desta atividade ao ar livre, saiba quais os principais passos a dar para plantar um jardim de flores irresistível. Localização e luz.Antes de plantar um jardim de flores é preciso analisar a sua localização: para principiantes, sugere-se um local plano e com muita exposição solar (no mínimo, meio dia de sol). Em termos de solo, é importante verificar o pH da terra (enquanto algumas flores requerem um solo ácido, outras preferem solo alcalino, mas existem flores que subsistem bem em ambos os tipos de solo); que tipo de nutrientes possui e qual o seu nível de umidade – conhecer as características da terra com a qual vai trabalhar vai facilitar a escolha de flores que são apropriadas para o terreno em questão. Se for a sua primeira experiência em matéria de jardinagem, comece por plantar uma pequena área (cerca de 1m20cm por 3 metros) que é fácil de manter inicialmente e que pode ser aumentada no caso de assim desejar. Certifique-se também que o seu jardim esteja próximo de um ponto de água acessível, para tornar a rega mais prática.Flores de todas as cores:Escolher flores e plantas para um jardim obedece a vários critérios, a começar pelos dois tipos de flores existentes – anuais (aquelas cuja esperança de vida se esgota num ano) e perianuais (aquelas que sobrevivem ao Inverno e voltam a nascer na Primavera). Para além disso, plantar flores também depende do estilo de jardim que quer conseguir, quais as cores dominantes que pretende ter, qual o orçamento disponível, se quer apostar exclusivamente em flores que requerem pouca manutenção ou não se importa de arriscar com flores que requerem mais cuidados, … Uma análise a todas estas questões vai ajudá-lo a decidir quais as melhores flores para o seu jardim e permitir o sucesso do mesmo nos meses e anos vindouros.Utensílios  Práticos:
Trabalhar a terra e manter as flores impecáveis num jardim, requer ter as ferramentas certas para a atividade em questão. No que toca à jardinagem, os utensílios necessários para qualquer bom jardineiro passam pelas pás e tesouras, sem esquecer o sacho, forquilha e regador. Para poder garantir o sucesso do seu jardim de flores, certifique-se que tenha todos os utensílios de jardinagem necessários.Preparação do solo.O sucesso de um jardim de flores também depende da sua preparação prévia, ou seja, para evitar ervas daninhas e outros intrusos no seu futuro jardim, o solo deve ser cuidadosamente limpo de todo o tipo de ervas, raízes e lixo. A terra deve ser bem remexida para, de seguida, incorporar-se um bom adubo no solo. Depois do adubo ser bem incorporado na terra, esta deve ser alisada por completo e regada. Para facilitar a plantação das flores, pode aproveitar o solo liso para “desenhar”, com recurso a um pau, o layout do seu jardim, ou seja, a forma como quer dispor as diferentes flores. Saiba, por exemplo, que as plantas mais altas devem ser colocadas na parte de trás do jardim, as médias ao meio e as mais pequenas ou rastejantes, na parte da frente do jardim. Delimitar o jardim com pedras ou outros objetos não torna apenas o jardim mais apelativo e bonito, como previne que a terra do seu jardim escorra sempre que chover. Para além disso, criar uma borda para o jardim também evita que este seja “atacado” por ervas daninhas que possam vir de outras zonas do terreno.Plantar as flores:Escolhidas as flores e preparado o terreno, se optou por plantar as flores com recurso a sementes, deve seguir as instruções de plantação na embalagem das mesmas. Se optou por plantas envasadas/estacas, deve começar por fazer um buraco no solo que seja duas vezes maior que o vaso em que a flor se encontra e cerca de 6 ou 7 centímetros mais profundo do que o vaso. No fundo do buraco coloque uma camada de cerca de 6 ou 7 centímetros de compostagem ou adubo, o que ajudará a alimentar as flores nas primeiras semanas. Encha o buraco com água e espere que a terra a absorva, depois coloque a flor dentro do mesmo. Volte a encher o buraco com água e comece a cobri-lo com terra até chegar ao topo do buraco. Repita para todas as flores que plantar e, no final, regue todo o jardim e admire o seu trabalho!Manutenção e dedicação:A limpeza e rega diária, a par com a atenção a eventuais doenças, são as principais preocupações de quem quer manter o seu jardim de flores vibrante, colorido e perfumado. Para além disso, outra boa dica para assegurar um jardim florido a longo prazo consiste em observá-lo, ou seja, tomar notas relativamente às horas de sol ou falta delas, se existiram problemas com pragas ou doenças, se as flores deviam ou não ser removidas para outro local. Se pretender alargar o jardim e incluir novos tipos de flores, também pode estudar quais as flores que melhor combinam com aquelas que já tem, tanto em termos visuais, como em termos de crescimento.

Fonte de pesquisa:Meu jardim.

DICAS PARA UM JARDIM FLORIDO

12 dicas para um jardim florido

jardim com flores

Conheça cada centímetro de terra.
 Um bom jardineiro tem de saber o potencial do seu jardim, ou seja, tem de conhecer muito bem cada centímetro de solo e relva, quais as áreas mais solarengas, assim como aquelas que recebem mais sombra e vento. Em adição, deve testar a terra para determinar os seus níveis de pH. Só assim é que pode escolher as melhores espécies para o seu jardim em particular e plantá-las nos locais apropriados.A saúde e vivacidade de um jardim e as suas flores e plantas podem depender de vários factores, para além das quantidades exactas de água e sol. Todos os jardineiros têm os seus truques e nós reunimos alguns dos melhores para o ajudar a manter o seu jardim impecável… e a inveja de todos os vizinhos.
  1. Qualidade em vez de quantidade. A beleza das plantas e flores pode levar-nos a comprar mais do que necessitamos em termos de plantação. É importante saber quanto espaço tem disponível para poder comprar de acordo com esses metros quadrados e não correr o risco de comprar em excesso e depois, pior, plantar em excesso. Muitas plantas juntas não são sinónimo de um jardim saudável.
  2. A melhor escolha. Aquando da aquisição de plantas e flores para o seu jardim, saiba que as espécies baixas e largas são mais estáveis e resistentes do que as suas congéneres mais altas e esguias. Se comprar plantas em vasos ou outros recipientes, observe sempre o fundo para certificar que as raízes não estejam muito torcidas e/ou compactas, que não contenham insectos ou qualquer doença. Em adição, deve resistir à compra de flores que já floresceram, porque estas têm uma menor resistência à plantação do que aquelas que ainda não floresceram.
  3. Orçamentos grandes e pequenos. Para além de todo o trabalho que um jardim implica, também não é propriamente barato de se manter. Entre a compra de sementes, flores, plantas, fertilizantes, pesticidas, herbicidas, utensílios e a água necessária à rega, os custos acumulam-se. Mesmo que tenha um orçamento limitado, existem várias formas de poupar, sem prejudicar a beleza do seu jardim: compre fora de época eonline (onde para além de encontrar espécies de todo o mundo, beneficia de bons descontos, próprios de quem compra online), esteja atento aos saldos nos viveiros ou lojas especializadas, troque enxertos/estacas com vizinhos e amigos, aprenda a poupar água para a rega, como colocar baldes para apanhar a chuva, por exemplo.
  4. Faça-se luz. Nem todos temos a sorte de ter um jardim completamente voltado para sul e com uma exposição solar optimizada, no entanto, pode potenciar a luz directa com este simples truque: veja que plantas ou ramos de árvore pode aparar de forma a deixar passar mais raios de sol nas áreas em que mais precisa deles.
  5. Água preciosa. A água é um bem essencial que deve ser preservado e utilizado inteligentemente também no jardim. Na hora de semear, agrupe aquelas plantas que necessitam de mais água, colocando-as o mais próximo possível. Evite regar o jardim a meio do dia, especialmente quando as temperaturas estão mais elevadas, porque as plantas absorvem mais e melhor quando forem regadas de manhã cedo ou à noite.
  6. Uma equipa vencedora. Existem dezenas de combinações entre plantas e flores que resultam num jardim mais desenvolvido, saudável e bonito. Por exemplo, os malmequeres são óptimos para proteger os tomates de pragas e a hortelã-pimenta defende o repolho das traças. Outros “casais de jardim” são óptimos para confundir e repelar insectos, melhorar a qualidade do solo, resguardar as plantas do vento, potenciar os sabores da fruta e vegetais. Descubra a equipa vencedora para o seu jardim.
  7. De água para leite. Sabia que o leite pode ser um potente fungicida quando aplicado, em forma de spray, nas folhas de plantas e flores? Pode aplicar o leite puro ou então dilui-lo com água, conforme preferir – saiba que funciona e que é muito mais amigo do ambiente do que qualquer produto do género adquirido em lojas e recheado de químicos que, embora sejam bons para uma coisa, acabam sempre por prejudicar outras.
  8. O poder do mulching. O mulching é uma das técnicas de jardinagem mais populares e que implica a aplicação de uma camada protectora de material orgânico sobre o solo com o intuito de preservar a humidade da terra, prevenir o crescimento de ervas daninhas e assegurar a vitalidade dos nutrientes do solo. Os compostos orgânicos mais utilizados incluem raspas de madeira, folhas, relva cortada, palha e até papel de jornal triturado.
  9. Utensílios de jardim impecáveis. Só porque o material de jardinagem que utiliza está exclusivamente reservado ao contacto contínuo com a terra, não significa que estes não devem ser lavados. Antes pelo contrário! A não lavagem dos utensílios de jardim pode facilitar a transmissão de doenças, pestes ou insectos entre plantas. Necessita apenas de lavá-los num balde com água e um pouco de sabão para evitar estas situações, bem como para assegurar a sua resistência e evitar a formação de ferrugem.
  10. Jardinagem em vasos. Por falta de espaço ou porque simplesmente aprecia a sua praticabilidade, a jardinagem em vasos é uma grande tendência. No entanto, não deve utilizar a terra do seu jardim para encher esses mesmos vasos porque essa irá tornar-se demasiada compacta e dura para os vasos, o que pode resultar na morte das plantas. Existe terra específica para vasos que, curiosamente, não contém muita terra, mas sim misturas de perlite ou vermiculite que, embora necessitem de água em abundância, asseguram uma boa circulação de ar e drenagem do solo.
  11. Em flor. Um jardim quer-se em flor, mas para garantir botões sempre abertos e um cenário colorido, é necessário remover todas as flores secas de uma planta para que esta possa voltar a florescer. Caso contrário, esta irá concentrar-se em produzir mais sementes e não voltará a abrir tão depressa. 

COMO FAZER UM LAGO NO JARDIM


Lago no jardim 
Que tipo de lago?
Um elemento com água – seja um lago ou uma fonte – confere imediatamente outra vida a qualquer jardim. Para além de ser visualmente agradável, apela ainda a outros sentidos, nomeadamente estar num bonito e colorido jardim, a ouvir o burburinho da água. Saiba como construir um lago no seu jardim… é mais fácil do que imagina!
Tal como as piscinas pré-fabricadas, também existem lagos pré-fabricados, disponíveis em lojas de jardinagem e que podem ser facilmente implementados, bastando para isso seguir as instruções incluídas no respetivo kit. Pode ainda mandar construir um lago em cimento, por exemplo, tal e qual o faria com uma piscina, no entanto, ambas estas opções requerem algum investimento inicial, sendo as escolhas mais caras no que toca a instalar um lago no jardim. Se tiver vontade de meter as mãos literalmente na terra, pode fazer o seu próprio lago no jardim – necessita apenas de algum planeamento prévio (tem também a vantagem de poder decidir o tamanho e formato do lago, ao contrário de estar restringido aos modelos pré-fabricados) e um kit básico composto por um liner plástico/PVC/borracha e uma pequena bomba de água apropriada para o efeito. A existência de uma bomba é crucial para assegurar que a água do lago se mantenha em circulação, evitando assim a atração de mosquitos e outros insetos indesejados.

Qual a melhor localização para um lago no jardim?

Colocar um lago no jardim é como decorar o mesmo: o jardim é o espaço e o lago é o elemento decorativo. A localização depende, naturalmente, do tamanho que o lago vai ter, mas também do uso que este vai ter. Será que vai querer o lago no centro do jardim ou num recanto mais exclusivo? Tem crianças pequenas em casa? Nesse caso, pode optar por um lago mais elevado, em vez de ao nível do terreno. Se vai ter plantas e peixes no lago do seu jardim também é importante que este receba, pelo menos, 4 horas de sol direto todos os dias. Outra boa dica é evitar colocar o lago junto de árvores, principalmente as de fruta, para não ter o lago constantemente repleto de folhas, ramos partidos e fruta – algo que pode ser prejudicial, quer para as plantas, quer para os peixes – para além de requerer mais tempo de limpeza e manutenção.

Plantas & Peixes

Para completar o lago do seu jardim, este necessita de vida e pode ganhá-la rapidamente com a inclusão de plantas e/ou peixes adequados às condições atmosféricas e climatéricas da zona em questão. As melhores plantas para o lago de um jardim são, naturalmente, as plantas aquáticas e pode informar-se melhor sobre as espécies apropriadas numa loja de jardinagem ou viveiro local. Comece por colocar poucas plantas de cada vez, até ver o seu ritmo e direção de crescimento. Para além disso, não descure a decoração da área em torno do lago com plantas e flores, podendo aproveitar para replantar aquelas que foram inicialmente retiradas para cavar o buraco do lago, por exemplo. Em alternativa, e no sentido de criar uma zona de lazer, pode cobrir a área envolvente ao lago com relva ou até um pequeno pátio onde será possível colocar mobiliário de exterior. Relativamente aos peixes, saiba que um lago com peixes é um elemento muito original para um jardim.

10 passos para fazer um lago no jardim

No caso de optar por criar o seu próprio lago de jardim, sem recorrer a terceiros ou a um modelo pré-fabricado, siga estes 10 passos e transforme o seu jardim num fim de semana:
  1. Estude a localização do lago no seu jardim, demarcando a zona com recurso a algumas estacas espetados na terra e uma corda; em alternativa use uma ou várias folhas de cartolina grandes que podem ser recortadas à imagem do lago que pretende construir. Tenha sempre o cuidado de verificar que a zona onde vai cavar não tem qualquer cano de esgoto ou outro.
  2. Decidido o tamanho e o formato, comece a cavar a terra, removendo todo o tipo de pedras, plantas e flores, incluindo raízes. O buraco para o lago deve ter uma profundidade de aproximadamente 1 metro a 1m20cm, sendo que a profundidade mínima deve ser de 60cm.
  3. O próximo passo é nivelar o fundo o mais possível, adicionando alguma da terra já removida se for necessário.
  4. De seguida, estenda o liner em plástico/PVC/borracha que adquiriu, certificando-se que ele cobre, na íntegra, tanto o fundo como as laterais do buraco. Este material, embora resistente e duradouro, pode facilmente romper se estiver em contacto com objetos cortantes, por isso, tenha o cuidado de manter o liner longe dos utensílios de jardinagem, assim como de pedras de maiores dimensões. 
  5. O liner deve estender-se para fora do buraco e ao longo das “margens” do lago pelo menos 60 cm. Corte o excesso com recurso a uma tesoura.
  6. Utilize a terra escavada para cobrir o liner em excesso: para além de ser inestético, a exposição solar pode danificar o liner. Coloque pedras de grandes dimensões em torno do lago, afixando o liner definitivamente e criando uma decoração natural para o lago do jardim. Pode ainda colocar algumas pedras planas no fundo do lago para ajudar a manter o liner intacto e imóvel.
  7. Seguindo as instruções que acompanham a mesma, posicione a bomba de água de forma adequada dentro do buraco.
  8. Encha o buraco com um pouco de água para assegurar que tudo está no sítio e que não existem fugas de água. No caso de estar tudo operacional, encha o buraco com água da mangueira e ligue a bomba de água.
  9. Aguarde cerca de 24 horas antes de adicionar plantas e/ou peixes ao lago do seu jardim. As plantas devem ser colocadas dentro do lago em vasos de plástico pretos ou de rede e podem ser pousadas no fundo do lago e/ou sobre pedras de diferentes alturas para criar um interesse visual.
  10. Por fim, aprecie o lago que acabou de criar: o seu jardim ficou certamente ainda mais bonito!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SÉRIE CARNAVAL 2012.



Começamos hoje uma série de postagens sobre o Carnaval 2012,nas cidades do Rio de Janeiro,Salvador e Recife.
Iniciaremos com os Sambas Enredos das Escolas de Samba do Rio de Janeiro,onde os ensaios técnicos já acontecem na Marques de Sapucaí.
Então samba no pé,alegria,alegria...Está começando o Maior Espetáculo da Terra:
E vamos nós no Bloco Eu Quero Mais é Ser Feliz!





CARNAVAL 2012 - UNIDOS DA TIJUCA.LETRA DO SAMBA ENREDO







Samba-Enredo 2012 



A minha emoção vai te convidar
Canta Tijuca vem comemorar
"Inté Asa Branca" encontra o pavão
Pra coroar o "Rei do Baião"

Nessa viagem arretada
Lua clareia a inspiração
Vejo a realeza encantada
Com as belezas do sertão!
"Chuva, sol" meu olhar
Brilhou em terra distante
Ai que visão deslumbrante, se avexe não!
Muié rendá é rendeira
E no tempero da feira
O barro, o mestre, a criação!

Mandacaru a flor do serrado
Tem "xote menina" nesse arrasta pé
Oh! Meu padim, santo abençoado
É promessa eu pago, me guia na fé

Em cada estação, a "triste partida"
Eu vi no caminho vida severina
Á margem do Chico espantei o mal
Bordando o folclore raiz cultural...
Simbora que a noite já vem,
"Saudades do meu São João"
"Respeita Véio Januário, seus oito baixo tinhoso que só"
"Numa serenata" feliz vou cantar
No meu pé de serra festejo ao luar...
Tijuca a luz do arauto anuncia
Na carruagem da folia, hoje tem coroação!





CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Procura da poesia


Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Quanta à pergunta do eu-lírico (“Trouxeste a chave?”), talvez para muitos essa chave ainda não possua a eficiência necessária para abrir as portas da imaginação, do aflorar dos sentimentos. Pode ser que tal habilidade esteja ao alcance somente daqueles em que a porta se encontra “escancarada”, e de lá só podemos ouvir os rumores reluzindo brilho e encantamento por meio da arte em saber lidar com as palavras e adorná-las de modo que soem melodicamente aos nossos ouvidos.
É exatamente nesse clima de encantamento e beleza que nos dispomos a falar sobre esse inigualável poeta, considerado o maior do século XX – Carlos Drummond de Andrade.
Antes, porém, estudaremos o contexto social, cultural, político e histórico que tanto demarcou a chamada geração de 30. Como é sabido, em meio às instabilidades políticas demarcadas pelo clima de insatisfação decorrente da estabilidade econômica (oriunda da classe oligárquica), que desencadeou significativas revoltas, como a de 1924 e a Revolta do Forte de Copacabana, a queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque, dentre outras, e, sobretudo, em meio às manifestações de uma burguesia extremamente voltada para os valores da cultura externa, foi dado o estopim para que os futuros representantes do Modernismo “lançassem seu grito de liberdade”.
E foi nesse clima turbulento que ocorreu, em fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna – evento considerado o marco introdutório do Modernismo brasileiro. Tal evento veio tão somente consolidar os anseios anteriormente manifestados pelos representantes pré-modernistas. Assim, entre os objetivos que nortearam de forma unânime os participantes da Semana estava o desejo de se instaurar uma poesia representada pela liberdade formal, na qual o apego às estruturas, até então cultuadas, pudesse ceder lugar ao verso livre e às formas de composição totalmente irregulares.
Assim se deu a revelação de renomados talentos de nossas artes, os quais compuseram a segunda geração modernista, demarcada predominantemente pela poesia. Esse desapego às estruturas revelou a força-motriz para que fossem cultuados tanto os versos livres quanto as formas tradicionais. No que se refere à temática, essa tendeu a revelar-se por um caráter voltado para a universalização, tendo em vista todo um clima de insatisfação social, ora revelado pelo medo, pela perplexidade diante da ocorrência de revoltas, guerras e, principalmente, pela incerteza gerada em função da realidade circundante da época.
Situados no tempo, voltemos agora para as produções do poeta em questão, as quais, segundo a concepção de alguns críticos literários, apresentam-se divididas em três fases: na primeira, o poeta observa o mundo à sua volta e passa a registrá-lo de um modo não convencional, assemelhando-se a um ser que se vê diferentemente dos outros, deslocado por si só. Constatemos, pois, uma de suas criações:

Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Por meio de tais fragmentos constatamos aspectos voltados para a estética propriamente dita (versos livres), também fazendo referência ao questionamento enquanto ser.
A segunda fase de sua criação foi demarcada de forma significativa pelos sentimentos oriundos do período concernente à Segunda Guerra Mundial, em que as inquietações se fizeram prevalecer, sobretudo pela busca da própria identidade em razão dos acontecimentos que marcaram a história da humanidade. No entanto, Drummond faz disso sua razão de viver, apostando no desejo de transformar o mundo e, consequentemente, visando a uma sociedade mais justa e igualitária. Podemos constatar tais pressupostos por meio de mais de suas criações, intitulada “Poema da purificação"

Poema da purificação
Depois de tantos combates
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.
As água ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.
Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.

Na terceira fase, o sentimento de inquietação do poeta, que questionava o mundo e a si mesmo, fez com que a própria poesia se tornasse também questionada, fazendo da palavra seu objeto de estudo. Mediante tal intento, percebe-se que a ideia somente existe como palavra – seu significado original. É o que encontramos numa de suas criações por nós conferidas anteriormente, e agora retomada: 

Procura da poesia

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Após constatarmos tamanha habilidade do fazer “poético”, conheceremos um pouco sobre a vida desse artista. Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira (MG), em 1902. Formou-se em farmácia, em Belo Horizonte, onde iniciou sua carreira jornalística e poética. Em 1928 começou a carreira como funcionário público, já no Rio de Janeiro, tornando-se chefe de gabinete do Ministério da Educação no governo de Getúlio Vargas.  Mais precisamente, sua carreira literária ganhou força de expressão a partir dos anos 50, sobretudo em 1962, quando se aposentou. Após uma vasta e significativa produção, veio a falecer em 1987, no Rio de Janeiro, sendo considerado um dos maiores poetas brasileiros.